Não entendeu o Carandiru? Dona Marocas explica o julgamento
O julgamento do fatídico acontecimento no Carandiru está acontecendo. A penitenciária invadida há mais de 20 anos e que nem existe mais divide opiniões, e estas opiniões basicamente são: “Os policiais entraram pra matar” e “bandido bom é bandido morto”.
Com certeza será uma longa caminhada até o fim desse processo e muita gente ficará decepcionada com qualquer que seja a decisão, mas, de qualquer maneira, vamos ouvir o que a primeira testemunha de defesa tem a dizer nesse segundo dia de julgamento do caso Carandiru.
“Infelizmente não foi possível [conversar e solucionar o conflito]. A arquitetura física do pavilhão 9 impedia qualquer conversa, com aquelas muralhas, fora o barulho do helicóptero Águia [da PM]”, disse o desembargador Ivo de Almeida.
“(Vi) seis ou sete pessoas aparentando enrijecimento [cadavérico] serem retiradas. Ouvi tiros esparsos, mas havia nuito barulho lá”, confirmou o desembargador.
Marocas, o que ele quis dizer?
“Ninguém nunca vai saber o que aconteceu lá. A chinela cantou, e ponto final”, disse o desembargador Ivo de Almeida.
“Foi open bar de pipoco. Multiplica por 10 os números de mortos que eu vou te falar”, confirmou o desembargador.


